terça-feira, 4 de maio de 2021

MATEMÁTICA - ENSINO MÉDIO

DIGA SE É ALUNO CADASTRADO DO NEEJA E DEIXE SEU COMENTÁRIO OU SUGESTÕES.

PROF. KÁTIA

Olá pessoal! 

Esse é o nosso terceiro encontro virtual, espero que todos estejam bem.

A atividade a seguir  sugere atividades  envolvendo perímetro de figuras geométricas planas.

Espero que aproveitem e compreendam um pouco mais sobre esse conteúdo.

Um abraço!

https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-matematica/exercicios-sobre-perimetro-figuras-planas.htm#questao-2

 

Seguem alguns exercícios envolvendo geometria plana.

Bons estudos.

1. Determine a área de uma sala quadrada, sabendo que a medida de seu lado é 6,45 m.

2. Calcule a área de uma praça retangular, sabendo que as medidas do comprimento e largura são, respectivamente, 50 m e 35,6 m.

3. Calcule a área de um retângulo, considerando que a base mede 34 cm e que a altura mede a metade da base.

4. É necessário um certo número de pisos de 25 cm x 25 cm para cobrir o chão de uma cozinha com 5 m de comprimento por 4 m de largura. Cada caixa tem 20 pisos. Supondo que nenhum piso se quebrará durante o serviço, quantas caixas são necessárias para cobrir totalmente o chão da cozinha?

5. Quantos metros quadrados de tecido, no mínimo, são necessários para fazer uma toalha que cubra totalmente uma mesa que mede 300 cm de comprimento por 230 cm de largura?

                                  Gabarito

RESPOSTAS – ÁREAS DE FIGURAS PLANAS

Confira aqui as respostas da nossa lista de exercícios sobre áreas de figuras planas.

Não deixe de acessar em nosso menu um extenso conteúdo com vários exercícios sobre geometria plana.

Boa sorte!

Exercício 1.

41,6 m²

Exercício 2.

1780 m²

Exercício 3.

578 cm²

Exercício 4.

16 caixas

Exercício 5.

6,9 m²

LÍNGUA INGLESA - ENSINO MÉDIO

DIGA SE É ALUNO CADASTRADO DO NEEJA E DEIXE SEU COMENTÁRIO OU SUGESTÕES.

PROF. ÂNGELA

SIMPLE PRESENT - ACTIVITIES

LÍNGUA PORTUGUESA - ENSINO MÉDIO

DIGA SE É ALUNO CADASTRADO DO NEEJA E DEIXE SEU COMENTÁRIO OU SUGESTÕES.

PROF. BERNADETE

REGRAS DE ACENTUAÇÃO- PAROXÍTONAS E DITONGOS ABERTOS

1.    Paroxítonas

São acentuados graficamente todos os paroxítonos, exceto os terminados por –a(s), -e(s), -o(s) (desde que não formem ditongos), -am, -em e ens:

útil, caráter, pólen, tórax, bíceps, imã, glória, série, empório, jóquei, órfão, órgão...

  • Paroxítonos como imã, órfã etc não terminam por –a, mas por ã.
  • Paroxítonos como glória, série, empório e etc. não terminam, respectivamente, por –a, -e  –o, mas por ditongo crescente.
  • Não são acentuados graficamente os prefixos paroxítonos terminados por –i /–r: semi, super, hiper, mini...
  • Não se acentuam as paroxítonas formadas pelos ditongos orais abertos –ei/–oi: ideia, geleia, boleia, assembleia, jiboia, paranoia, claraboia, espermatozoide, androide ...
  • Não se acentuam as vogas i e u, precedidas de ditongos, das palavras paroxítonas: sainha, cheinho, feiura e etc.

Abaixo, um exemplário de terminações de paroxítonos que devem receber acento gráfico:

  • l: afável, incrível, útil...
  • -r: caráter, éter, mártir...
  • -n: hífen, próton...
    Observação: quando grafadas no plural, não recebem acento: polens, hifens...
  • -x: látex, tórax...
  • -os: fórceps, bíceps...
  • -ã(s): ímã, órfãs...
  • -ão(s): sótão(s), bênção(s)...
  • -um(s): fórum, álbum...
  • -on(s): elétron, próton...
  • -i(s): táxi, júri...
  • -u(s): Vênus, ônus...
  • -ei(s): pônei, jóquei...
  • -ditongo oral (crescente ou decrescente), seguido ou não de “s”: história, série, água, mágoa...

Observação: Antes da Nova Ortografia, havia duas outras regras para acentuação de paroxítonas: quando elas possuíam EE e OO. Eram os casos de VOO, ENJOO, CREEM, LEEM e VEEM. Essas palavras possuíam acento circunflexo. Hoje, são grafadas sem acento.

2.    Ditongos abertos                                                                                                  Os ditongos abertos ÉU, ÉI e ÓI são acentuados para que não se confundam suas pronúncias com suas respectivas formas fechadas EU, EI e OI.

Veja:

  • Formas abertas: céu, réu, cha-péu, a-néis, fí-éis, pas-téis, dói, he-rói, des-trói.
  • Formas fechadas: seu, meu, co-meu, a-vei-a, ba-lei-a, fa-lei, boi, oi-to.

Observação: Com a Nova Ortografia, os ditongos abertos EI e OI perderam acento em palavras paroxítonas. Exemplos: i-dei-a, as-sem-blei-a, eu-ro-pei-a, ge-lei-a, ji-boi-a, joi-a, he-roi-co. 

1.Assinale a alternativa que possui APENAS DUAS palavras com grafia errada:

(A)nêutron - tranquilo - tríceps

(B)céu - jibóia - pastéis

(C)seqüência - polo - Coreia

(D)benção - poetico - árvore

(E)Raúl - pára - assembléia

2. De acordo com as regras de acentuação gráfica, palavras paroxítonas que possuem determinadas terminações são acentuadas. Conhecendo isso, assinale a alternativa que possui todas palavras acentuadas corretamente:

(A)tênis - álbum - taxi

(B)cadaver - pólen - torax

(C)júri - boêmio - ímãs

(D)importância - fácil - benção

(E)biceps - ion - órgão

3. Assinale a alternativa que apresenta equívoco de acentuação:

(A) ônibus, saída, Ilhéus.

(B) óculos, Sabará, vídeo.

(C) íntimo, sílaba, rúcula.

(D) operário, sanitário, Goiânia.

(E) Goiás, amônia, econômia.

LÍNGUA ESPANHOLA - ENSINO MÉDIO

DIGA SE É ALUNO CADASTRADO DO NEEJA E DEIXE SEU COMENTÁRIO OU SUGESTÕES.

PROF. BERNADETE

EL VERBO GUSTAR

Se usa en español cuando necesitamos hablar o expresar gustos. Este verbo posee una conjugación especial si lo comparamos a otros verbos del español, pues su conjugación depende no del sujeto de la frase, pero sí de su complemento. 

Veamos algunos ejemplos: 

Me gusta estar sola. 

A mí me gustan las películas románticas. 

Me gustan los animales. 

¿Te gusta viajar? Sí, me gusta mucho. 

¿A ti te gustan los dulces? No, no me gustan. 

A él le gusta cantar. 

¿A usted le gustan los videojuegos? Yo sí, ¿y tú? 

Además de presentar solamente dos formas de uso, gusta y gustan, el verbo gustar solo puede ser usado acompañado de los pronombres personales tónicos y átonos.

Los pronombres personales tónicos: mí, ti, vos, él, ella, usted, nosotros, vosotros, ellos, ellas y ustedes, que aparecen antes de los pronombres átonos, funcionan como sujeto o como término de preposición. Este último se explica por el uso de la preposición A antes del pronombre personal tónico. 

Ejemplo:  A mí me gusta esta camisa. 

                 A él le encanta la vida nocturna.

Los pronombres personales átonos (me, te, le, nos, os, les) funcionan como complemento del verbo gustar. Debido a su carácter átono, deben ser pronunciados juntamente al verbo, por eso lo anteponen, pues juntos forman una unidad acentual (fónica). 

Ejemplo: Me gusta viajar.

                Nos encanta la primavera.

A la hora de conjugar el verbo gustar pon atención en su complemento, pues este determinará la correcta conjugación de aquel. 

  

A mí                                  me                                                    la carne.

A ti / A vos                         te                                                     tu pantalón nuevo.

A él / ella / usted                le                                                    mucho viajar.

A nosotros(as)                   nos                     gusta                    ir de compras.

A vosotros(as)                    os                                                   pasear por la tarde.

A ellos(as) / ustedes           les                                                 ir de copas.

  

A mí                                  me                                                las carnes.

A ti / A vos                         te                                                 tus pantalones nuevos.

A él / ella / usted                le                                                las personas honestas.

A nosotros(as)                   nos                         gustan        panes con queso y jalea.

A vosotros(as)                    os                                               los paseos vespertinos.

A ellos(as) / ustedes           les                                              los juegos de aventura.

1.- Escribe el verbo gustar en las siguientes oraciones (DEFECTIVO):

 

1.           A mi hija no ____    _________los tomates.

2.           A los bebés _ __   _______       los ositos de peluche. (ursinhos de pelúcia)

3.           A ellos ______     _________   jugar al parchís.( grupo musical ou esportivo)

4.           A ti no ______     _________   los videojuegos.

5.           A los gatos ______   ________ beber leche.

6.           A él _______            ________ el coche de papá.

7.           ¿A quién _____       ________ los girasoles?

8.           A nosotros no ______   _____ el estrés.

9.           Al chico _______      _______ bucear y nadar en el mar.( mergulhar)

10.        A Francisco _____   _______ el pescado y la carne.

11.        A vosotros _____   ________ el cerdito.

 

2.- Completa el texto con el verbo gustar y otros similares:

A) En nuestro tiempo libre a nosotros nos (gustar) ___________ montar en bicicleta y también nos (gustar) ___________ dar un paseo en un parque o caminar en las montañas porque nos (encantar) ____________ tener contacto con la naturaleza. 

B) En verano nos (gustar) _________ mucho ir a la playa para tomar el sol. Cuando hace mal tiempo nos (gustar) _____________ leer un libro o ver una buena película en la televisión. No nos (interesar) ____________ las películas de acción, porque normalmente son violentas y a nosotros la violencia no nos (gustar) ______________ nada.

A mis amigos les (gustar) __________ navegar en internet ya que a veces pueden encontrar cosas que les (interesar) ______________, por ejemplo, artículos de revistas electrónicas o información de otras culturas.

Los fines de semana me (encantar) ___________ encontrarme con mis amigos para tomar una copa, no me (gustar) _________ quedarme solo en casa el sábado por la noche. Después nos (gustar) __________ ir a bailar porque a todos nos (encantar) _____________ las discotecas del centro donde siempre hay buena música.

Respuestas:

1.    Le gustan/ 2. Les gustan/ 3. Les gusta/4.te gustan/ 5.les gusta/6. Le gusta/ 7. Le gustan/ 8. Nos gusta/9.le gusta/10.le gusta/11.os gusta.

2.    A)Gusta -  gusta -  encanta

3.    B) …..

LITERATURA - ENSINO MÉDIO

DIGA SE É ALUNO CADASTRADO DO NEEJA E DEIXE SEU COMENTÁRIO OU SUGESTÕES.

PROF. BERNADETE

HUMANISMO

Veja como o Humanismo foi importante na Literatura e nas Artes durante a passagem da Idade Média para o Renascimento no continente Europeu. 

O Humanismo foi uma época de transição entre a Idade Média e o Renascimento. Como o próprio nome já diz, o ser humano passou a ser valorizado. Foi nessa época que surgiu uma nova classe social: a burguesia. Os burgueses não eram nem servos e nem comerciantes.

Com o aparecimento desta nova classe social foram aparecendo as cidades e muitos homens que moravam no campo se mudaram para morar nestas cidades, como consequência o regime feudal de servidão desapareceu.

Foram criadas novas leis e o poder começou a migrar das mãos da Igreja Católica e dos reis para as mãos daqueles que, apesar de não serem nobres ou clérigos, estavam ficando mais ricos. O “status” econômico passou a ser muito valorizado, muito mais do que o título de nobreza.

As Grandes Navegações trouxeram ao homem de Portugal confiança de sua capacidade e vontade de conhecer e descobrir várias coisas. A religião começou a decair (mas não desapareceu) e o teocentrismo deu lugar ao antropocentrismo, ou seja, o homem passou a ser o centro de tudo e não mais Deus.

Os artistas começaram a dar mais valor às emoções humanas. É bom ressaltar que todas essas mudanças não ocorreram do dia para a noite.

HUMANISMO = TEOCENTRISMO X ANTROPOCENTRISMO

Manifestações importantes dentro do Humanismo 

Teatro – A Dramaturgia foi a manifestação literária onde ficavam mais claras as características desse período.

Gil Vicente foi o nome de Portugal que mais se destacou, ele escreveu mais de 40 peças. Sua obra pode ser dividida em dois blocos:

• Autos: peças teatrais cujo assunto principal é a religião. “Auto da alma” e “Auto da barca do Inferno” (uma das mais importantes do dramaturgo) são alguns exemplos.
• Farsas: peças cômicas curtas. Enredo baseado no cotidiano. “Farsa de Inês Pereira”, “Farsa do velho da horta”, “Quem tem farelos?” são algumas delas.

Gil Vicente (1465 – 1536) iniciou sua obra de teatro com o Monólogo do Vaqueiro, em 1502, declamado na câmara da rainha D. Maria de Castela.

Ele escreveu 46 peças de teatro que são de cunho totalmente popular e, entre elas, se destacam:

Farsa de Inês Pereira, Auto da Fé, Auto da Índia, Auto da Lusitânia, Trilogia das Barcas, O Velho da Horta.

A poesia no Humanismo se diferenciou no Trovadorismo pelos novos recursos introduzidos por ela: novas formas poéticas e temas novos. Esses recursos se distanciaram da formalidade do Trovadorismo.

O texto O Velho da Horta está dentro dos padrões do Humanismo literário. Esse peça conta a história de um senhor que encontra uma moça, enquanto caminha por sua horta e, encantado com a sua beleza, se apaixona por ela.

Por meio de uma alcoviteira, o velho tenta se dar bem, porém a única coisa que consegue é gastar todo seu dinheiro. Finalmente, a alcoviteira é presa e açoitada e a moça, por quem o velho se apaixonou, casa com outro homem.

Poesia

Em 1516 foi publicada em Portugal a obra “Cancioneiro Geral”. Era uma coletânea de poemas de época, organizada por Garcia Rezende. O Cancioneiro Geral foi a primeira obra impressa em Portugal, e tinha textos em Português e em Castelhano, retratando a obra de diversos autores com poemas amorosos, satíricos, religiosos entre outros.

Prosa

Crônicas: registravam a vida dos personagens e acontecimentos históricos – Fernão Lopes foi o mais importante cronista (historiador) da época, tendo sido considerado o “Pai da História de Portugal”.

Foi também o 1º cronista que atribuiu ao povo um papel importante nas mudanças da história, essa importância era, anteriormente atribuída somente à nobreza.

  Desafios para você responder baseados na explicação acima.

1. O humanismo foi um período de transição entre que períodos?

2. Que classe social surgiu no Humanismo?

3. Que religião, que era teocêntrica passou-se a ser _______________, que significa__________

4. No Humanismo destacou-se _____________, que escreveu ______ e _______.

5. Cite peças escritas por Gil Vicente.

6. O que era o Cancioneiro Geral?

7. Quem foi o Pai da História de Portugal?

Personagens do Auto da Barca do Inferno

Diabo: condutor das almas ao Inferno, conhece muito bem cada um dos personagens que lhe cai às mãos; é zombeteiro, irônico e bom argumentador. Gil Vicente não pinta o Diabo como responsável pelos fracassos e males humanos; o Diabo é um juiz, que exibe às claras o lado mais recôndito dos personagens, penetrando nas consciências humanas e revelando o que cada um deles procura esconder.

Fidalgo: representa a nobreza, e chega com um pajem, tem uma roupagem exagerada e uma cadeira de espaldar, elementos característicos de seu status social. O diabo alega que o Fidalgo o acompanhará por ter tido uma vida de luxúria e de pecados, sendo portanto, condenado pela vida pecaminosa, em que a luxúria, a tirania e a falta de modéstia pesam como graves defeitos. Ao Fidalgo, nada lhe valem as compras de indulgências, ou orações encomendadas. A figura do Fidalgo, arrogante e orgulhoso, permite a crítica vicentina à nobreza, e é centrada nos dois principais defeitos humanos: o orgulho e a prática da tirania.

Onzeneiro: o segundo personagem a ser inquirido é o Onzeneiro, usurário que ao chegar à barca do Diabo descobre que seu rico dinheiro ficara em terra. Utilizando o pretexto de ir buscar o dinheiro, tenta convencer o Diabo a deixá-lo retornar, demonstrando seu apreço às coisas mundanas. O Diabo não aceita que o Onzeneiro volte à terra para reaver suas riquezas, condenando-o ao fogo do Inferno.

Parvo: um dos poucos a não ser condenado ao Inferno. O Parvo chega desprovido de tudo, é simples, sem malícia e consegue driblar o Diabo, e até injuriá-lo. É uma alma pura, cujos valores são legítimos e sinceros. Ao passar pela barca do Anjo, diz ser ninguém. Então, por sua humildade e por seus verdadeiros valores, é conduzido ao Paraíso. Em várias passagens da peça, o Parvo ironiza a pretensão de outros personagens, que se querem passar por "inocentes" diante do Diabo.

Sapateiro: representante dos mestres de ofício, que chega à embarcação do Diabo carregando seu instrumento de trabalho, o avental e as formas. É um desonesto explorador do povo. Habituado a ludibriar os homens, procura enganar o Diabo, que espertamente não se deixa levar por seus artifícios e o condena.

Frade: como todos os representantes do clero, focalizados por Gil Vicente, o Frade é alegre, cantante, bom dançarino e mau-caráter. Chega acompanhado de sua amante, e acredita que por ter rezado e estar a serviço da fé, deveria ser perdoado de seus pecados mundanos. Dá uma lição de esgrima ao Diabo (que finge não saber manejar uma arma), o que prova a culpa do espadachim, já que frades não lidam com armas. E contra suas expectativas, é condenado ao fogo do inferno. Deve-se dosar que Gil Vicente desfecha ardorosa crítica ao clero, acreditando-o incapaz de pregar as três coisas mais simples: a paz, a verdade e a fé.

Brísida Vaz: agenciadora de meretrizes, misto de alcoviteira e feiticeira. Por sua devassidão e falta de escrúpulos, é condenada. É conhecida de outros personagens que utilizaram em vida seus serviços. Inescrupulosa, traiçoeira, cheia de ardis, não consegue fugir à condenação. Personagem que faz o público leitor conhecer a qualidade moral de outros personagens que com ela se relacionaram.

Judeu: entra acompanhado de seu bode. Detestado por todos, até mesmo pelo Diabo que quase se recusa a levá-lo, é igualmente condenado, inclusive por não seguir os preceitos religiosos da fé cristã. Bom lembrar que, durante o reinado de D. Manuel, houve uma perseguição aos judeus visando à sua expulsão do território português; alguns se foram, carregando grandes fortunas; outros, converteram-se ao cristianismo, sendo tachados cristãos novos.

Corregedor e o Procurador: ambos representantes do judiciário: juiz e advogado. Deveriam ser exemplos de bom comportamento e acabaram sendo condenados justamente por serem tão imorais quanto os mais imorais dos mortais, manipulando a justiça de acordo com as propinas recebidas, pois faziam da lei sua fonte de recursos ilícitos e de manipulação de sentenças. A índole moralizadora do teatro vicentino fica bastante patente com mais essa condenação, envolvendo a Justiça humana, na figura dos representantes do Direito.

Enforcado: chega ao batel acreditando ter o perdão garantido por seu julgamento terreno e posterior condenação à morte. Isso teriam lhe redimido dos pecados, mas é condenado também a ir para o Inferno.

Cavaleiros Cruzados: finalmente chegam à barca quatro cavaleiros cruzados, que lutam pelo triunfo da fé cristã e morrem em poder dos mouros. Obviamente, com uma ficha impecável, serão todos julgados, perdoados e conduzidos à Barca da Glória.

Cada um dos personagens focalizados adentram a morte com seus instrumentos terrenos, são venais, inconscientes e por causa de seus pecados não atingem a Glória, a salvação eterna. Destaque deve ser feito à figura do Diabo, personagem vigorosa que, como vimos, conhece a arte de persuadir, é ágil no ataque, zomba, retruca, argumenta e penetra nas consciências humanas. Ao Diabo cabe denunciar os vícios e as fraquezas, sendo o personagem mais importante na crítica que Gil Vicente tece de sua época.